hoje eu fiquei lembrando do show do keane — não só do show, mas de todo o sentimento que envolveu os meses antes do show: ouvir as músicas, criar a expectativa, todas as vezes que eu vi amanda em novembro, toda a felicidade por vê-la de novo em breve. descobrindo e redescobrindo músicas que eu amava. ficando feliz ao ver músicas que amanda ama. a música favorita da amanda tocando no show. achar 50 reais no chão (hahaha). o show sendo a coisa maravilhosa que foi e o sentimento de que nada de ruim aconteceria, nunca. <3
25.8.20
28.7.20
27.7.20
chega
8.7.20
eu sei que é egoísmo,
5.7.20
terapinha tip #1
3.7.20
enjoo
i'm afraid of making a mess
1.7.20
reflexões: começo de julho
- por que eu me mantenho nessa angústia a respeito de quem eu sou de verdade? será que essas dúvidas vêm de um lugar de entender quem eu sou e parar e pensar demais e tentar definir e controlar tudo, ou elas vêm porque eu não me identifico mais com coisas que antes me “definiam”?
- por que eu me considero subestimada no trabalho? isso tem a ver com ser realmente subestimada, com não investir meu tempo em cursos, ou com não me identificar com o discurso motivacional que a empresa levanta?
- por que eu me sinto frustrada com meus hobbies artísticos? eu não invisto mais tempo e esforço neles por preguiça ou por ter medo de não ser tão boa? e quando me oferecem trabalhos relacionados a eles (bordado e desenho, por exemplo), o medo e a relutância aparecem por causa da falta de experiência ou pelo medo de não conseguir entregar um resultado “bom o suficiente”?
- por que eu tenho me sentido tão sozinha e inapropriada? isso tem a ver com não saber definir o que estou sentindo e preferir não falar sobre por causa disso?
- por que certas pessoas e situações não saem da minha cabeça? por que eu continuo procurando coisas sobre essas pessoas, ou revisitando situações e pensando o que eu poderia ter feito de diferente? por que essas coisas me afetam tanto?
uma pergunta que eu não sei explicar
29.6.20
e se
o tempo todo
e se
pensar demais
sobre quem eu devia ser
(quem eu queria ser,
quem eu deveria ser,
quem eu poderia ser)
e se tudo isso
é o que não me deixa ser eu?
(pior ainda:
e se for o que me torna eu?
ah, será que eu nunca
vou deixar de me dar trabalho?)
edit: isso aqui
26.6.20
healing ritual — whatever, dad
também não sou especial o suficiente — começo meus parágrafos com o pensamento de que eles não são como deveriam, e minha vida segue o mesmo fluxo, em que eu sempre penso que sou algo, mas não como devia; não especial o suficiente, não dedicada o suficiente, nunca o suficiente.
quando eu estava na sétima série, talvez na sexta, me lembro de pensar que queria sair do meio do caminho; ser mais branca ou ser mais preta. literalmente; até a indecisão do meu tom de pele me atormentava, o meu eterno meio-do-caminho. por toda a minha vida eu me pego começando e parando projetos que mais tarde se tornam projetos de alguém que teve ideia parecida e levou pra frente, e assim posso encarar meu fracasso em forma de sucesso alheio. dói ser ressentida; dói não me achar o suficiente.
dói. e eu, se for sincera, não sei por que dói — não sei por que não continuo, não sei porque não ajo, não sei por que não paro. é como se eu seguisse, e seguisse, e seguisse, mas continuo no meio do caminho. talvez porque não exista um fim e essa é só uma história que contamos a nós mesmos para que seja mais fácil continuar; para que os pés se cansem mas a mente insista, e então, quando chega o fim, ele é apenas o fim, e não há nada depois dele. tudo o que é meu se permeia com incerteza e a semente da indecisão plantada a muitas mãos no meu coração me faz questionar como será, como foi, como seria; a memória ruim colabora, e compartilha lembranças que não sei se são reais ou inventadas: palavras, sentimentos, felicidade tristeza raiva alegria. queria dizer que sei com certeza quem eu sou e quem fui e o que sinto e o que senti, mas me é um mistério.
talvez seja isso que as pessoas querem dizer quando te dizem para não se apegar ao passado; talvez queiram dizer que não podemos ter controle, que já passou e por isso não vale a pena se agarrar como uma certeza. mas se não há certeza no passado, onde há? talvez seja uma lição: se lembre de quem você é, mas nunca de quem você foi. se você é o fruto de todas as pessoas que você veio sendo, não deve ser tão difícil.
mas é, e é por isso que me pergunto se essa é a forma mais certa de se fazer alguma coisa. qualquer coisa. sinto que cada decisão pode ser certa ou errada enquanto digo a alguém que não há decisões erradas, e me desacredito a cada palavra, porque nunca foi tão fácil desacreditar em mim. talvez eu seja uma grande mentira, mas só o que basta é continuar me enganando.
afinal, o meio do caminho se mantém enquanto tivermos esperança de que chega em breve o fim. e o que é isso, senão uma grande enganação, monumental, engenhosamente planejada?
24.6.20
pungente
moeda de troca
3.6.20
com amarelo passa
26.5.20
retórica
25.5.20
23.05.20 — 15:28
(não me lembrando da sensação)”